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As curvas de uma mulher de 75 anos de idade!!!


"doutrina" de algumas igrejas mais rígidas proíbe a mulher cristã de usar calça-comprida (mesmo decente) alegando que a calça desenha "as curvas" da mulher, mostrando sensualidade, instigando o homem a ter "pensamentos malignos". Minha avó tem 75 anos. Se ela quiser fazer parte de uma igreja dessas terá que usar saia, porque é doutrina da igreja. Eu não sei que "curvas" ela ainda teria pra mostrar numa idade que toda hora ela se esquece onde colocou a chave de casa. Mas a igreja exige! Só batizam nas águas "se a irmã usar a saia". Imagino que minha avó deva ter um par de pernas que coloque "pensamentos malignos" na cabeça de alguns destes líderes. Exceto se houver algum tarado-maluco, com certeza minha avozinha não causa tanta admiração assim.

Os argumentos que defendem estas doutrinas são muito, mas muito fracos mesmo. Tanto que ao ser tema de debate, ao refutarmos algum legalistas geralmente isso acaba em discussão, ofensas pessoais, e alguém diz que finda o diálogo por "não querer discussão". Algumas igrejas até os anos oitenta ainda proibiam com veemência o uso de camisas de manga curta (até o cutovelo), e que o certo seria a manga comprida, fechadas até os pulsos. Quase sempre defende-se estas doutrinas sob alegação do "pudor", do despir, da nudez, de estar provocando o sexo oposto. Hoje estes mesmos pastores estão usando camisas de manga curta. Imagine as irmãs destas igrejas hoje cobiçando vorazmente o cutovelo e antebraço dos irmãos... Um martírio para quem quer se santificar!

Ao dialogar com um irmão, daqueles bem legalista, ele me disse que a mulher não pode usar calça-comprida, pois exibe a "sensualidade da mulher". Mas a esposa dele trabalha num lugar onde é obrigada a usar calça-comprida. Ao questionar, ele me respondeu:

"-Ah, irmão...aí é diferente. Lá no trabalho ela tem que usar".

Ao que perguntei:

"-Então lá no trabalho ela pode mostrar as "curvas", a "sensualidade"??

E ele:

"-Nãããooo!!! Ela usa uma calça-comprida muito decente!"

E eu completei:

"-Então, irmão! E porque as outras irmãs não podem usar esta "calça-comprida decente" destas que sua esposa usa no trabalho?!

E ele, de cabeça baixa:

"-É... é difícil responder".

Doutrinas mudam. Igrejas mudam. Os homens mudam. Só uma coisa não muda: A Palavra de Deus. Nosso Deus é o mesmo!

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras
de nosso Senhor Jesus Cristo, é soberbo, e nada sabe”. (1 Timóteo 6:3)

“Mas ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho
além do que já vos pregamos, seja anátema”. (Gálatas 1:8)

A MÁQUINA DO CONTRA

Uma das coisas que me deixa impressionado é o modo como algumas igrejas implantam seus regulamentos internos, disciplinando membros por questões extra-bíblicas, criando uma barreira entre ela (a igreja) e o peixe que ela mais quer pescar: os pecadores. Para alguns destes líderes falar em "liberdade" é o mesmo que falar em mundanismo. Defendem um conceito do "ou é 8 ou 80"! Se a igreja disser que uma mulher cristã pode usar uma calça-comprida decente, é porque a igreja "PODE TUDO". Não há um bom senso para discernir o decente do indecente. É saia e acabou! Preferem ver algumas meninas usando saias justas, curtas, transparentes, do que usar uma calça-comprida decente. Tudo menos a calça!

O que percebemos no trabalho de evangelização é que o povo brasileiro aceita o evangelho, aceita uma oração, mas no tocante a "ser crente" há uma enorme dificuldade em associar a vida que eles levam para a vida que eles imaginam que "terão" de levar, após mudar de religião. Pensam que vão mudar de vida "forçadamente" pelos líderes que ditarão as inúmeras regras. E na verdade isso é o que acontece em algumas denominações.


Talvez este seja o motivo do pecador pensar em ser crente somente depois de velho. Afinal, a igreja iráproibir tudo mesmo, e sendo velho isso não fará tanta diferença assim. Este estereótipo de crente (paletó, gravata, saião, cabelão) implantou na mente dos não-evangélicos a ridícula imagem que terão de viver ao entregarem seus corações a Jesus.


Em nossa igreja desenvolvemos um trabalho visando os jovens das periferias do Rio de Janeiro. E é incrível quando ganhamos uma alma para Jesus, e dizemos que domingo à tarde teremos um futebol na quadra, e eles, abismados, comentam: "-Se soubesse desta liberdade, teria vindo para a igreja a mais tempo".Quase todos dizem o mesmo. Ainda que nós pensemos que muitos deles saibam que em outras igrejas não há tanta proibição, na cabeça da grande maioria a igreja "proíbe", e ser evangélico é sinônimo de se tornar um cafona.

Nas ruas, evangelizando, perguntamos: "-Você quer Jesus?"  Respondem: "-Quero..." Perguntamos também: "-Quer ser crente?" Respondem: "-Deus me livre..." Sentimos um certo repúdio. O povo aprendeu mais sobre "proibição" do que "libertação". Para eles "ser crente" tem um alto preço: ser um excluído das boas coisas da vida.


É lamentável que isso ocorra justamente aqui no Brasil, onde o povo é tão carinhoso, atencioso, um povo embora pecador, mas de um certo modo, temente a Deus, religioso. Percebemos isso quando falamos sobreDeus para as pessoas. Muito diferente de outros países.

O diabo conseguiu criar dentro do próprio sistema religioso a máquina do contra. É como se eu lançasse a rede o mar, e depois jogasse os peixes todos para fora do barco outra vez! Uma ilusão de querer"converter" todo mundo ao nosso modo, a nossa maneira de ver, ao invés de plantarmos apenas a semente do evangelho.

Que venhamos a cada dia mais refletir nesta grande responsabilidade que está em nossas mãos: pregar O EVANGELHO a toda criatura!

"Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor. Portanto assim diz o Senhor Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e näo as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas açöes, diz o Senhor. E eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos, e frutificaräo, e se multiplicarão". (Jeremias 23:1-3)